Cirurgia segura

O que é?

Cirurgia Segura constitui um conjunto de regras estabelecidas em um consenso internacional organizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) com o objetivo de tornar as intervenções cirúrgicas mais seguras para pacientes de maneira geral.

De forma prática, trata-se de um Checklist Padrão que deve ser seguido pela equipe cirúrgica – anestésica: cirurgião, assistente, anestesista e profissionais de enfermagem.

Para uma cirurgia segura devemos nos atentar desde a fase pré-operatória até a fase pós-operatória, incluindo cuidados com a ferida operatória posteriormente, visando evitar infecções oportunistas.

- Fase pré-operatória: a cirurgia segura começa no consultório; se inicia na consulta que define qual cirurgia será realizada, os exames complementares pré-operatórios necessários, orientação sobre a consulta pré-anéstésica, orientações para internação, checando jejum, explicando sobre o procedimento que será realizado, bem como, das possíveis complicações que possam surgir no intra-operatório. Devem-se esclarecer todas as dúvidas e angústias do paciente nesta fase inicial.

- Fase operatória: checagem da sala cirúrgica a ser utilizada, materiais que serão utilizados no intra-operatório, o uso adequado e sensato de antimicrobianos, a disponibilidade de imagens e exames laboratoriais essenciais, a monitorização adequada do paciente, um trabalho de equipe eficiente, relatórios competentes da anestesia e da cirurgia, técnica cirúrgica meticulosa e a comunicação eficiente entre os membros das equipes de várias áreas (cirurgia, anestesia e enfermagem) são todos necessários para assegurar bons resultados.

- Fase pós-operatória: visitas pós-operatória pela equipe ( médica e enfermagem) checando ferida cirúrgica e drenos ( quando presentes); retorno a nível ambulatorial no dia seguinte após alta, esclarecimento de sinais de complicação, realização de curativos e monitorização dos mesmos; encaminhamento para continuidade do tratamento, com realização de fisioterapia e acompanhamento psicológico quando necessário.

A qualidade da equipe de trabalho depende de sua cultura e de seus padrões de comunicação, bem como das habilidades médicas e da consciência dos membros da equipe sobre os riscos envolvidos. A melhora das características da equipe deve ajudar a comunicação e reduzir os danos ao paciente.

Enf Carolina Inés Hodar Blain

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